Guia do Pensamento Crítico
Diariamente somos assaltados pelas mais escandalosamente inválidas afirmações. Artistas, jornalistas, professores, juízes, filósofos, enfim, todos estão sujeitos a escorregar em seus pensamentos e chegar em conclusões falsas.
Segundo a doutrina clássica, há três maneiras de se chegar a uma conclusão falsa: pensar corretamente a partir de premissas falsas, pensar erroneamente a partir de premissas verdadeiras e pensar erroneamente a partir de premissas falsas. De toda forma, o erro na premissa ou no raciocínio invalida completamente a conclusão.
Quando este defeito ocorre acidentalmente, em função de um raciocínio apressado, incompleto, raso ou preconceituoso, damos a ele o nome de sofisma. Por outro lado, quando conclusões inaceitáveis são extraídas de pensamentos defeituosos por pura má-fé, damos ao erro o o nome de falácia.
Ou seja, ambos levam a conclusões errôneas. O sofisma o faz de modo acidental, enquanto a falácia o faz de maneira proposital.
Aqui está uma lista de artigos sobre as categorias clássicas de sofismas e falácias (NOTA: a lista está em construção):
Falso dilema ou Bifurcação
Apelo à ignorância
Derrapagem (bola de neve ou declive escorregadio)
Pergunta complexa
Apelo à força ou à ameaça (Argumentum ad Baculum)
Apelo à piedade
Apelo a consequências
Apelo a preconceitos
Apelo ao povo
Ataque pessoal - Argumentum ad Hominem - Tu Quoque
Apelo à autoridade
Autoridade anônima
Estilo sem substância
Generalização precipitada
Amostra não representativa
Falsa analogia
Indução preguiçosa
Omissão de dados
Falácia do acidente
Falácia inversa do acidente
Post hoc (Post hoc, ergo prompter hoc)
Efeito conjunto
Insignificância
Tomar o efeito pela causa
Causa complexa
Petição de princípio
Conclusão irrelevante
Espantalho
Equívoco
Anfibologia
Ênfase
Falácia da composição
Falácia da divisão
Non sequitur
- Falácia da afirmação da consequente
- Falácia da negação da antecedente
- Falácia da inconsistência
Inventar factos
Distorcer factos
Irrefutabilidade
Âmbito limitado
Pouca profundidade
Definição demasiado lata
Definição demasiado restrita
Definição pouco clara
Definição circular
Definição contraditória
Às vezes, o pensamento em questão não chega a ser logicamente deficiente, mas em virtude da habilidade retórica de um dos participantes da discussão, o adversário ou a platéia são manipulados e levados a concordar com pontos que, em uma discussão racional, não concordariam. Quando isto ocorre temos truques de retórica que, assim como os sofismas e falácias, podem ser catalogados e classificados, em função da semelhança de estrutura.
Nesta categoria se enquadram as táticas utilizadas por debatedores desonestos para tentar irritar, distrair, manipular ou condicionar seus adversários ou a platéia
Abaixo está uma lista de artigos que tratam de truques de retórica, escritos na esperança de que o leitor, ao se deparar com um destes, possa detectá-lo e desmascará-lo de maneira eficiente. (NOTA: A lista ainda está em construção)
Fuga ao solipsismo
Inversão do Ônus da Prova
Raciocínios logicamente deficientes, matematicamente equivocados, apressados e inconsistentes, utilizados de maneira repetida na defesa das mais variadas imposturas, que não se enquadram nas categorias tradicionais de falácias, mas que escutamos à axaustão:
Regressão Estatística/Tomar o acidente por alvo
Guia das Falácias de Stephen Downes
Guia das Falácias de Phillip



