Racismo, nos olhos dos outros, é orgulho racial


Em certo paredão do Big Brother o concorrente Aírton, negro, enfrentava Diego, vulgo “Alemão”. Quando o apresentador pediu aos dois que se dirigissem ao público, indicando aos telespectadores o porquê deveriam votar para a permanência de um em vez do outro, lembro de ter antecipado em minha cabeça uma potencial resposta do Aírton que seria particularmente desastrosa.

E, óbvio, o Aírton não me decepcionou. Falou uma ou outra coisa genérica ao público, mas acabou sua petição com um “e peço à comunidade negra que votem em mim”.

Tá. “Peço à comunidade negra que votem em mim”. Eu imagino o contrário: o Alemão (e parece que aqui o rótulo “alemão” ainda agrava tudo), enfrentando um negro, se vira para a câmera e diz “e eu peço que a comunidade branca deste país vote em mim”. Só isso, mais nada.

Agora, isto sim seria explosivo. O Alemão seria trucidado pela opinião pública. Negros e, principalmente, brancos se voltariam contra o arrogante pseudo-ariano que ousou, na cara e na coragem, conclamar a união de uma raça para a proteção de um de seus membros, em detrimento de um “diferente”, um “minoritário”.

Mas nada análogo aconteceu com o Aírton. Seu pedido, aos meus ouvidos indecente, criminoso (afinal, racismo é crime), desonesto e irresponsável, aparentemente passou reto pelos ouvidos dos outros telespectadores. Muitos nem perceberam.

Isso é só um exemplo. O Ed recentemente perguntou o que aconteceria se ele saísse por aí com uma camiseta com os dizeres “100% branco”, e, naturalmente, teve que aguentar nos comentários. Mas, sério: quanto tempo duraríamos se nós, brancos (eu sou branco, se é que posso falar isso) passássemos a demonstrar os mesmos - nem mais, nem menos, nem diferentes, exatamente os mesmos - sinais de “orgulho racial” que os negros exibem?

Imaginem uma revista “Raça”, voltada para o público branco. Aliás, imaginem uma revista de qualquer nome que seja voltada para o público branco. Que horror! “Dia da Consciência Branca”, então, só seria concebível na Alemanha Nazista.

Imaginem um grupo musical chamado “Branquidão Júnior”, “Raça Branca” ou “Só Branco, Sem Preconceito”. Há! Queria ver explicar para as autoridades que é “sem preconceito”, mesmo. Igualmente, posso prever que choveriam liminares para impedir a realização de um hipotético concurso “Miss beleza branca”, ou que a justiça iria, no final, garantir a realização do concurso, mas determinaria que o nome fosse mudado para “Miss beleza brasileira” e que metade das vagas deveriam ser reservadas a negras.

Mas tem mais. Não só nossa sociedade civil permite liberdades diferentes (e impõe ônus diferentes) para diferentes raças, mas o Estado, que deveria estar acima disso tudo, também é positivamente racista. Basta ver as “cotas para negros” em universidades, ou os projetos de lei para assegurar que determinada parcela das vagas em concursos públicos serão reservadas a negros. Claro, garantir igualdade de condições de aprendizado em diferentes classes sociais (que é a raiz verdadeira do problema) está fora de cogitação.

Para piorar, as autoridades ainda vão a público defender o racismo.

Parece que, do jeito que as coisas andam, nunca vamos alcançar uma situação de igualdade. É um para celebrar as semelhanças, dois para enfatizar as diferenças; para cada um que se põe a unir, dois se levantam para afastar.


Douglas Oliveira Donin é advogado, cético, liberal, democrata, capitalista, utilitarista e sul-riograndense de Porto Alegre.
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Comentários dos Leitores

Escutei uma teoria desastrosa dizendo que o sistema de cotas era para pagar uma dívida que a sociedade tinha com os negros. Pois bem… daqui a 20 anos teremos cotas para brancos? Daqui uns 15 para amazonenses/paraenses, pois eles serão uma minoria e necessitarão de uma ajuda governamental para melhorar sua situação.

Acho sim que o negro no Brasil foi injustiçado e ainda é, mas o racismo não é a melhor forma de mudar isso.

Se o governo quer ajudar que o faça na base, nas escolas primárias… ali sim é necessário. Mas não deve ser racista e direcionar programas sociais para para índos, nordestinos, negros, albinos o que for e sim para os pobres.

Pois é, Ricardo. O problema não é “ser negro” - é “ser pobre”.

Não é que “negros não tenham condições de competir com brancos” - aliás, defender isso, aí sim, é racismo do grosso - mas sim, o problema reside no fato evidente de que o “pobre não tem condições de competir com os ricos”.

Escola boa custa dinheiro, escola pública é um lixo. Esta é a verdade. Não há uma brigada racial impedindo a matrícula de negros nas faculdades, nem uma conspiração branca que troca as provas dos vestibulares para os negros, para que se saiam pior do que os brancos. O fato é que pobres se saem pior do que ricos pois não tiveram condições de obter preparo à altura.

Óbvio, os negros são os grandes prejudicados na história, devido a um processo histórico de quatro séculos de escravidão, da qual só recentemente se libertaram, e do qual ainda sofrerão as infelizes consequências sociais por muito tempo. Mas o problema deles agora é outro, bem diferente. Saíram da senzala para as favelas. Não são mais escravos, são agora POBRES. E isto é um problema social, econômico, não racial.

E, diga-se de passagem, não estão sozinhos nas favelas. Existem brancos nas favelas também, com os mesmíssimos problemas: seus filhos frequentam as mesmas pseudo-escolas públicas, têm, também, de abandonar os estudos para ajudar na renda familiar, também não completam o segundo grau, também não ingressam na faculdade.

É justo tratar desigualmente os desiguais, mas não os iguais. Os iguais devem ser tratados igualmente. Claro, é mais “bonitinho” ficar fantasiando sobre grandes conspirações brancas, ficar utilizando a escravidão como muletas para vender políticas assistencialistas. Afinal, o povo engole melhor não a verdade, mas o pensamento mais atraente.

A igualdade de condições de ingresso na universidade - não entre negros e brancos, mas entre todas as raças, sejam lá quais forem - só será alcançada com UMA, e apenas uma medida: a uniformização da qualidade de ensino, a adoção de um processo educacional eficiente, sólido, tanto na escola da favela quanto na escola particular.

Mas, claro, estamos em um país onde a ignorância é um valor, onde a falta de estudo é sinônimo de honestidade, de santidade. Preferimos dar esmola para meia dúzia de jovens, de acordo com um critério discriminatório qualquer, e deixar tudo na mesma.

Discordo que isso seja racismo. Durante séculos ser “negro” ou “preto” foi algo pejorativo e de cunho inferior. Não dá pra achar que abolição da escravidão e democracia mudaram isso da noite pro dia. O que acontece é que há um processo similar em toda “minoria” que deseja se afirmar - tal qual foi o feminismo “anti-homem” que hoje é bem mais ponderado. Isso é questão de constituição de identidade, de afirmação - que pode ou não insuflar ódio racial.

Quanto às cotas e outras políticas da SEPIR, acho bem válidas. O problema é que tem havido pouca discussão em torno disso, uma vez que quase todo mundo que se põe contra, ou concorda com restrições, é chamado de racista. Cota racial é interessante em alguns casos, especialmente os de populações indígenas, que vivem em um contexto realmente diferenciado e quando se formam oferecem um suporte muito válido para suas comunidades - conheço mais de um caso assim.

A cota dos negros deve sim ser discutida. Mas não é possível se pensar em uma categoria de “negros” que seja universalmente desprivilegiada - o que torna muitas vezes a cota uma política segregacionista.

Agora, eu vivo em Minas, que é o estado com a maior população negra depois da Bahia (se não me engano) e realmente é gritante quando se vê que o corpo docente de algumas faculdades simplesmente não têm NENHUM negro.

[...] Por Douglas Donin [...]

Olá Douglas,

Como o seu texto está ótimo não pude deixar de publicá-lo.

http://obruxodesantos.haaan.com/?p=150

Um abraço!

Rapaz, o negócio tá piorando. Quanto mais os programinhas midiáticos com o apoio do governinho dão “atenção” à raça dos “100% negros”, mas a coisa fede. Esse episódio do BBB eu nem vi, mas ouvi dizer - e veja só: quem são os preconceituosos, afinal?

Abraço, bom dia.

[...] Ainda sobre isso, um ótimo texto aqui. [...]

Parabéns pelo texto, é realmente o que acontece. Provavelmente os negros são mais preconceituosos que nós pois fazem este tipo de coisa. Fazem apelo a raça, falam que são 100% negros e que a comunidade tem que se unir, existe preconeito maior do que este? Como você disse, se os brancos fizessem estas cosias o buraco seria mais em baixo. É aquela velha história, O preconceito dos outros esta na sua cabeça. Se você se sentiu ofendido com uma coisa, é porque aquilo te incomoda, porque voce acha que aquilo é pejorativo e nem sempre o “agrassor” pensa desta forma.
Abraço.

Você discorda de mim, Barba, mas, com o máximo respeito, nenhum dos seus argumentos refuta os meus.

Você diz que durante séculos ser “negro” ou “preto” foi algo pejorativo e de cunho inferior. Realmente, foi mesmo. E é ainda.

Você alega que não dá pra achar que abolição da escravidão e democracia mudaram isso da noite pro dia. Realmente, isso não é mudado em 1, 10 ou 100 anos.

Ninguém pode negar que os negros, realmente, estão em condições de desvantagem. No entanto, no que diz respeito ao acesso ao ensino superior, eu NEGO que HOJE o que impeça o negro de chegar à Universidade seja, exatamente, a cor de sua pele.

Não temos leis, normas ou regulamentos universitários que barrem a entrada de negros na Universidade. Negros não são, por predisposição genética, intelectualmente inferiores a brancos. Colocados em posições iguais, dadas iguais condições, ambos competem igualmente.

O problema todo é que, como resultado do sistema escravocrata de 400 anos do Brasil, o negro saiu do status de escravo direto para o único lugar que um ex-escravo, recém-liberto, sem posses, sem bens, sem estudo, poderia ocupar: a base da pirâmide social, a miséria, a favela. 100 anos depois, a raça negra ainda está lutando para se desvencilhar do círculo vicioso da pobreza.

Agora a situação é outra: o negro não ascende socialmente pois não tem condições de competir, em média, com a média dos brancos (que, em média, desfrutam de uma posição social mais elevada). Não tem condições de competir pois, devido à média de sua CONDIÇÃO SOCIAL (e não de sua cor de pele) não possui recursos para comprar treinamento educacional, seja escolar, seja profissional, seja universitário. E, assim, perpetua sua condição.

Dê a ele iguais condições, como eu disse, e ele competirá igualmente.

Temos duas soluções:

A fácil - transplantar um punhado de negros (ignorando que não é só o negro que ocupa a base da sociedade, embora seja, pelo processo histórico, um dos principais prejudicados) para a Universidade, beneficiando meia-dúzia de privilegiados, ou;

A difícil - mexer no sistema educacional, uniformizando o processo de ensino, dando ao concluinte da escola pública de segundo grau, seja lá de que raça for, condições de, de igual para igual, por mérito próprio, competir pelos mesmos espaços sociais (universidade, mercado de trabalho) do que o concluinte da escola de segundo grau particular.

“Ah, mas isso é caro”. “Mas isso não dá resultado no MEU mandato”. “Mas isso eu não posso usar como bandeira eleitoral”. “Mas isso…” - DANE-SE.

E o pior: com a cota-esmola, o Governo ainda se exime de melhorar a educação básica da população, pois, “veja, o negro, pobre, ESTÁ chegando na Universidade! Não há motivos para reclamar”

Como se chegar à Universidade por uma benesse extraordinária e artificial fosse algum indicativo de que a sua classe social, como um todo, realmente obteve alguma melhora.

Você diz também: “O que acontece é que há um processo similar em toda “minoria” que deseja se afirmar - tal qual foi o feminismo “anti-homem” que hoje é bem mais ponderado. Isso é questão de constituição de identidade, de afirmação - que pode ou não insuflar ódio racial.”

Bem, nós, humanos, somos MUITO BONS em arranjar motivos para odiar uns aos outros. Eu, pelo menos, gostaria que tivéssemos a menor quantidade possível de motivos. Ódio racial não pode ser permitido para uns, proibido para outros. Ou arranjamos um mecanismo sadio para que todos possam fazer referência à sua raça, cor, crença ou o que for (como os americanos, que possuem a Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão para quem quer que seja - pessoalmente, prefiro esta solução) até que aprendamos a banalizar nossas diferenças, ou proibimos de vez para todos. Isso de glorificar um e colocar outro na cadeia, pela mesma conduta, não presta.

Douglas,

Eu concordo que é algo de cunho social, mas acho que existe um coeficiente racial envolvido - ando mais antento pra isso e tenho percebido que existe ainda muito preconceito, que é comprometedor. Houve um caso envolvendo um aluno de intercâmbio de Angola no departamento onde eu trabalho que foi bem chato - e não foi por ele ser angolano, foi por ser negro. Dá pra analisar um recorte racial em muitas profissões, vários surveys diagnosticam que quem é branco tem mais chances de ascenção social, etc.

Mas, numa coisa nós concordamos: o Brasil não vive um apartheid institucionalizado, nem nunca viveu. A escravidão foi terrível, mas teve consequências diferenciadas em vários lugares - os negros urbanos tiveram muito mais chance de mobilidade social, a documentação demonstra que muitos deles foram capazes de ascender socialmente, já que eram mestres de ofícios. Os rurais sofreram mais com a mudança no perfil do campo e acabaram indo viver em más condições nas cidades. Os músicos que tocaram no baile de posse de D. Pedro II eram negros. Até Nina Rodrigues, famoso por suas teorias antropológicas darwinianas e racistas, era descrito como “mulato de faces róseas.

Agora, algo que eu repito sempre: cota é uma solução emergencial, não serve a longo prazo e tende a criar guetos nas instituições - especialmente quando se referem ao serviço público. De qualquer maneira, eu já pude ver com meus próprios olhos bons resultados de políticas de ações afirmativas. Mexer no ensino público é melhor mas, teria reflexos em 20 ou 30 anos. A política de cotas tem resultados mais rápidos, mas não pode durar pra sempre.

Quanto às atitudes consideradas agressivas, eu não acho que sejam ódio racial. Acho que podem, ou não, gerá-lo. São frases e condutas afirmatiivas. Eu insisto num ponto, conheço muitas pessoas engajadas no movimento negro e convivo com elas diariamente e nunca me senti discriminado por eles - não quer dizer que isso não exista, já vi exemplos também. Já discriminação racial contra os negros eu vejo dentro da minha família e nenhum deles precisou se engajar em um “movimento branco” pra ter esse tipo de conduta.

Agora, a declaração da ministra foi totalmente infeliz, desnecessária e (também) tirada de contexto pelo jornalista. E racismo só leva alguém pra cadeia quando é muito sério - os casos célebres de pessoas bringando porque os negros não estão usando o “elevador de serviço” do prédio…

Eu acho importante é que haja discussão.

É, isso é: é uma solução emergencial.

Mas, conhecendo o Brasil como eu conheço, posso afirmar: uma vez colocado o band-aid, NUNCA mais cogitaremos curar a doença.

Pois é. Fico pensando se o abismo que se abriu entre o ensino público e o privado é reversível de alguma maneira…

ALERTA DO DONO DO SITE: O comentário abaixo só foi liberado com a finalidade de estabelecer uma discussão. Meus próprios comentários sobre esta mensagem virão logo a seguir. Este site NÃO APROVA as idéias abaixo defendidas. O comentário foi enviado do IP 201.16.180.115, às 15:37 do dia 30/04/2007, e será prontamente retirado se alguma autoridade assim entender necessário (embora eu acredite que idéias estúpidas devem ser contra-argumentadas, não escondidas abaixo do tapete).

Disse que era nazista, e começaram a me chamar de nazista, e eu
continuei a dizer que era. Mas não sou propriamente um nazista:

1) Não existe raça ariana pura. Para começar, os caucasianos não são
puros, e se misturaram entre si e com uma porcentagem despresivél de
outras raças; fundiram culturas e povos de pele clara, principalmente
os gregos, italianos, espanhois, germanicos e vikings; e formaram a
raça ariana.

2) Não existe “Brasil Branco”, pois até na Europa está desaparecendo
os brancos puros. Os dos Brasil são falsificados, e até sei que vocês
irão fazer observações contra isto, por isso já responderei: sou um
dos poucos puros sangues que poderiam melhorar a raça dos brasileiros.

3) Os negros das favelas estão tendo filhos que nem selvagens, os
chamados meninos de rua, drogados, feios, pretos e geneticamente
criminosos que devem ir para as cadeias e morrerem cedo => o que está
acontecendo cada vez menos. Como Darwin já explicou, os bons
sobreviveram (os espertos) que são bandidos sofisticados que não ficam
vacilando e até matam a população de classe média em extinção no
Brasil.

4) A falsa demagogia é que os Europeus são melhores, não sei dizer
quanto, mas são superiores aos latinos SIM !!! E o engraçado é que não
podemos matar quem quer nos matar, um falso moralismo, e a classe
media morre, o Brasil fica uma bosta, os favelados entram em acensão,
o mundo vira uma Africa, e o Brasil continua não passando de uma
grande mentira, um mito e uma religião.

===

* Na Copa do Mundo vou torcer para os brancos, ou seja, não vou torcer
para o Brasil, já que só vai ter preto jogando mostrando ao mundo a má
qualidade genetica brasileira. Preto é sinonimo de pobreza, não sei;
as explicações dos históriadores são convicentes, mas na prática
sabemos que não é apenas uma questão de desigualdades sociais,
financeiras ou econômicas; além de função (relações) no mercado de
trabalho, que fazem dos pretos eternos fracassado.

=> Não são todos, gosto de muita gente negra, mas sinceramente… não
são farrapados apenas por falta de sorte.

Supondo que “raça” seja uma idéia válida, um sujeito falando em “pureza” em pleno século XXI não tem a mínima noção do perfil genético da população mundial, isso já demonstra ignorância. Agora ser um racista, num sentido assumido e ofensivo da plavra, em pleno Brasil é algo meio fora de sério não? Na verdade até mesmo teóricos da história e antropologia do fim do século XIX, como Oliveira Viana e Nina Rodrigues, já tratavam a questão à partir de um outro paradigma, mesmo sendo racistas.

Não acho que haja nada além de ofensa pura e simples nessa mensagem. Também não vejo o que poderia ser argumentado com o Sr. Luca, cuja argumentação está abaixo do senso comum…

o preconceito com os meninos de rua não pode continu8ar porque eles também são pessoas como nos.
o racismo não pode continuar

Senhor Lucas, onde diabos você estudou? Quer dizer que no século XXI você é um Messias branco, de sangue Ariano, possível salvador do Brasil? Isto é piada né, ah vai, conta outra…

Como tem gente infantil dentro desse país.